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Monjas trapistas na Diocese de Joinville
Dom Irineu acolhe e autoriza chegada de um Mosteiro Trapista...

No dia 11 de março deste ano fui surpreendido por um E-mail de Dom Bernardo Bonowitz, prior dos monges Trapistas de Campo do Tenente, no Paraná, fazendo-me um convite em nome da Madre Lodovica Busatto, abadessa do mosteiro trapista de Nuestra Señora de Quilvo, no Chile. O convite consiste no seguinte: “Faz alguns anos que a Madre abadessa pensa na possibilidade de fazer uma fundação no Brasil”.
Segundo o Prior: “Madre Lodovica gostaria de fazer a nova fundação a uma distância de entre cem e duzentos quilômetros de nosso mosteiro. Uma tal distância daria a autonomia necessária às duas comunidades, ao mesmo tempo permitindo os contatos fraternos e jurídicos”.
E ainda: “Escrevo à Vossa Excelência para saber se haveria possibilidade de realizar a fundação dentro da vossa Diocese. Não se trata de uma ajuda pastoral ou financeira mas de um convite da vossa parte para as irmãs se estabelecerem na vossa Diocese. Como Vossa Excelência sabe, as trapistinas, tal como nós, formam uma comunidade estritamente enclausurada. Não exercem nenhuma obra pastoral, mas se dedicam integralmente à contemplação e trabalho manual”.
Foram colocados também os motivos que levam a comunidade de Quilvo, no Chile, a pensar no Brasil:

1) A presença das jovens brasileiras, que desejariam levar a vida monástica em seu próprio país;
2) O número de outras jovens brasileiras fazendo uma caminhada vocacional atualmente com a comunidade de Quilvo;
3) O fato de não existir um mosteiro feminino de nossa Ordem no Brasil;
4) O desejo de fazer a fundação próxima a uma comunidade masculina da Ordem, neste caso, a nossa em Campo do Tenente (PR). É quase universal na Ordem que uma comunidade de monges se encontra próxima às comunidades de monjas. O mosteiro masculino, além de providenciar o capelão e ajudar nas obras do mosteiro feminino, normalmente age como “Padre Imediato”, realizando a visita canônica de dois em dois anos e exercendo um certo cuidado pastoral sobre a comunidade feminina. Há também o enriquecimento mútuo que vem pela proximidade das duas comunidades, no sentido da possibilidade de realizar cursos em comum, participar dos momentos importantes na vida da outra comunidade (profissões solenes, ordenações sacerdotais), etc”.

Dois dias depois respondi o E-mail com a seguinte resposta: “De minha parte, se devesse responder apenas por mim, diria: venham o quanto antes, tragam seu carisma para bem perto de nós... Mas, quero me permitir de consultar o clero diocesano, em clima de comunhão e partilha, para saber da real vontade de Deus para nós. Podemos continuar nos comunicando, por E-mail e, enquanto isso, no momento oportuno, consultarei o clero para vos oficializar nossa resposta. No mais, continuemos colocando o vosso pedido no coração de Jesus e Maria, para que sejam eles a nos mostrarem o caminho”.
Na quarta-feira Santa, no Seminário Divino espírito santo, no encontro do clero, em celebração do dia da Instituição do sacerdócio e da Eucaristia, pude consultar o clero que, por unanimidade, deu sua resposta afirmativa. A partir disso, escrevi o segundo E-mail oficializando nossa resposta com as seguintes palavras: “Joinville, 20 de março de 2008. Caro Dom Bernardo. Saudações em Cristo Abandonado e Ressuscitado!
Retornando ao nosso assunto: Irmãs Trapistas no Brasil e na Diocese de Joinville. Consultei, no dia de ontem, o clero da Diocese de Joinville sobre o assunto, e todos (cerca 80 sacerdotes) por unanimidade aprovaram a vinda do Mosteiro Trapista Feminino (de Quilvo, Chile) para a nossa Diocese. Foi considerado como um grande presente de Páscoa deste ano.
Agora, podemos dialogar e ver a implantação de modo oficial. Estarei à vossa disposição para a escolha do local. Teríamos até já alguma oferta de terreno da Diocese e de particulares. O que importa é que seja um local de acordo com o carisma próprio da ordem. E isso vocês poderão determinar. De nossa parte, estaremos à disposição em ajudar no que for possível.
Sem mais, votos de uma Feliz e Santa Páscoa do Senhor a todos os monjes. Fraternalmente! Dom Irineu Roque Scherer/Bispo Diocesano de Joinville”.

A partir de agora estaremos aguardando a visita dos monjes e monjas para determinarmos o local na Diocese, que corresponda à vocação e ao carisma da Ordem. Pedimos seu apoio e suas orações. Obrigado!



Fonte: Diocese de Joinville - Assessoria de Imprensa

 
 
     
     
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